Excerto do Livro Segundo de Geínha - A Fissura no Continuum - Pára! Pára!! PÁRA!!! - diz Rá, abrindo os braços e segurando a turma, que o seguia, pronta para atravessar com ele a fissura no continuum, rumo ao passado. - O que foi?!? Por que não entrou, Rá? - Porque pensei uma coisa geível, Talia!!! - Qual? Maw! - Que, Tóxia, se entrarmos no passado verdadeiro, voltaremos a ter a idade que tínhamos nesse passado!!! - Meu Criador! Como não cogitei (pensei) nisso? Ah, não mereço ser um Bio-computador gédio... Muito menos, um Kyálter do Kyenk. - Computadores não foram feitos para cogitarem, só pra computarem... Mawmawmawmawmaw! - Não temos ritmo pra mawmawmawdas, Galáctica da Peçonha Mortal!... - o Bio chama Tóxia assim quando está chateado com ela - Vai passando o estato propício (que ajuda, que é o melhor) para entrarmos na fissura! - Então, precisamos arranjar um jeito de não ultrapassarmos o passado onde a coisa começou; caso contrário, Rá e eu viraremos uns bobinhos de fraldas; Posenk será um monte de circuitos guardados em caixinhas para montagem; e Tóxia, uma telariazinha nas costas de sua mãe; ou mesmo sumiremos, indo parar antes de termos nascido!!! - Maw! Tenho uma idéia! - Qual?!? - Desde que seus pais foram podando aquele cacto, maw, e o cacto ia crescendo, e eles podavam mais e mais, acabaram formando uma caverna dentro da planta. Você sempre tem ido lá, onde há deliciosa penumbra (meia-luz), quando quer refrescar-se durante as nônadas mais quentes do cromat, Rá. E eu venho mantendo o ambiente livre de zúnias, porque as folhas espalmadas dessa planta dão ótimos campos de caça! Mawmawmaw. - E daí? - Maw. E daí, Rá, como não cabemos todos lá, sem nos espetarmos contra as paredes internas da caverna que ainda é pequena e só admite um enk de pé, acho que Você deveria ir, comigo ao ombro, entrar e refrescar a cabeça, para que as bactérias de seu cérebro lhe dessem uma boa idéia.... Mawmawmaw. - Ué? Não era Você, Tóxia, quem teria as melhores idéias e salvaria a pátria? - Só não as tenho pra quem não as percebe, Talia. Maw! A idéia de Rá ir à caverna pra ter a idéia da solução do problema foi minha... Logo, qualquer idéia que ele venha a ter será filha da minha! Mawmawmaw! - Hum... Não temos ritmo pra discutir a paternidade das idéias. - Maternidade, Rá! Sou telária fêmea, com muito orgulho! Maw! Mãe da minha idéia e avó da sua... - Seja, a maternidade das idéias, ou até mesmo a “avosidade”. Sendo assim, o melhor é seguir o conselho... - A idéia! Maw! - ...é seguir a idéia de Tóxia e ir com ela à caverna do cacto. - Ponha ênfase no nome, Rá! Diga Caverna do Cacto, como se tivesse iniciais maiúsculas! Afinal, é lá que espera ter a boa idéia... - recomenda Posenk. - Você pegou essa mania de iniciais maiúsculas desde que era bio-computador não-gédio. Mas tem razão: o lugar fica batizado de Caverna do Cacto, com iniciais maiúsculas; e Você, Bio, espera aqui com Talia enquanto corro até lá com Tóxia pra ter a idéia, feito ela sugeriu. - Sugeriu, não: ideou. Maw! - Feito ela ideou... - e Rá, raro (em poucas ocasiões) obediente, obedece Tóxia pra não perder ritmo e corre com ela ao ombro até junto à Caverna do Cacto, mas reduz a velocidade assim que chega à entrada estreita: não quer espetar-se nos espinhos. O jovem de belos dezesseis espectros vai entrando devagar, acostumando os írios castanhos à penumbra e sentindo na pele o frescor do ar; onde o vento quente do exterior é substituído por uma aura (aqui, aura significa: brisa, vento fraquinho) mui fresca. A ardência do rá (géon - luz - de Rá, o sol de Géa) sobre a pele é trocada por um arrepio de frio; e o azul do céu se recorta em muitos triângulos, losangos, quadrados e outros desenhos giatrezêmbicos (geométricos, no planeta Géa) formados pelas aberturas entre as folhas achatadas, parecidas coas das palmas de certos cactos da Terra. Numa folha mais grossa, que foi transformando-se em parte de um dos troncos saídos do chão, bem na altura dos írios de Rá, há um desenho, onde seu pai gravou à ponta de faca: “Clausar e Gia” e datou, dentro dum coração... Esse desenho será feito no futuro, em 2003, porém já aparece ao jovem, misteriosamente... Rá subri, feliz coa felicidade passada, presente e futura dos pais, da qual nasceu, bem como do bom augúrio (presságio, vaticínio, predição) - pois, se o desenho “foi” feito em 2003, nesse porvir (futuro) o subuniverso ainda existirá - e tudo isso lhe expande (aumenta) a consciência, que ultrapassa seu corpo físico, radiando pontas geosas além da pele, igualzinho as folhas dos cactos emitem espinhos! Tal consciência ressoa coa Géa (Força Vital e muito mais) da planta; e ambos, Rá e cacto, são um só. Tóxia procura não se meter no processo, porquanto vai treinando não usar os poderes de Kytelária e, além disso, confia em Rá e no cacto. Rá visualiza o Ky Único dos cactos geóctones, que lhe parece um monstro verde e espinhentíssimo, porém amigo. E a voz do Kycacto soa inda mais espinhosa, todavia mui audível com seu timbre áspero: - Doze espectros... Passantes... - Tóxia não agüenta: - Maw! Está variando... Coitado! é a velhice... - Quieta, Tóxia! Deixe-me eriar (ouvir)! - reclama Rá; e a telária se aquieta, enquanto o Kycacto continua: - Largo do Marculu... Duas zúmbias stíngeas... - Ei!!! Maw!!! Ele está lembrando do cromat onde...
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